O que Roberto Abarca, director-geral da Seur Portugal, estranha é que se pense em Espanha e Portugal como um único país quando os sinais que vêm de Espanha são de desintegração - com o País Basco e a Catalunha na linha da frente. In Público de 22 de Outubro de 2006.
No interior 2 (leram bem) duas páginas dedicadas ao tema. Algumas pérolas (na minha opinião):
"Nós damos o mapa da Peninsula toda, mas em Espanha Portugal não aparece. Quer dizer há ali uma falta escondida", nota o historiador Antonio Hespanha
"Sinceramente se a economia (portuguesa) estivesse muito melhor não havia nenhum português que quisesse ser espanhol" garante o espanhol Roberto Abarca director-geral da Seur Portugal
A FAVOR
José Saramago e o seu ensaio, só publicado em castelhano, Sobre o meu Iberismo. "não desapareceriamos, da mesma maneira que os catalães são catalães. os bascos são bascos e os galegos são galegos". Ou "O que se passa neste momento em Portugal é que não sabemos para onde vamos. Não há uma ideia de futuro. Somos um país pequeno, económicamente débil e animicamente cansado. Agora, deixaríamos de ter as fronteiras mais velhas da Europa, que é um titulo de glória de que a gente sempre fala. Não significa muito, mas enfim…Seriamos aquilo que provavelmente deveríamos ter sido sempre: a Ibéria."
CONTRA
Miguel Angel Bastenier, do El Pais. só tem uma coisa a dizer: não, gracias. "Com a Catalunha já temos que chegue."
"Para começar, Portugal é um país homogéneo, toda a gente fala português, ninguém fala basco e catalão felizmente"
"Os espanhóis ainda não decidiram o que são, o que é uma grande vergonha. E Portugal viria dividir ainda mais Espanha. Porque se acrescentava outra Catalunha. … E eu sou de Barcelona, falo catalão, mas sou espanhol, caramba!… Assim sendo, Espanha tem uma grande literatura, como tem Portugal…Mas a ciência precisa de tempo livre. Por isso, Espanha tem uma grande literatura e uma merda de ciência." K.G.
"Espanha não aceitaria que Portugal se unisse continuando a ser Portugal. Teria de se "castelhanizar". E desde Aljubarrota que Portugal não se quer "castelhanizar" para nada."
In Público de 22 de Outubro de 2006, excertos, aconselho consulta
?E ESTA HEIN? Afinal de contas esta união/integração do nosso ponto de vista, é o que me interessa aqui discutir, faz todo o sentido como "sendo a via mais fácil de resolver os nossos problemas e de retirar alguns dividendos de indole financeira". Pelo contrário, não faz qualquer sentido, com argumentos essencialmente de indole histórico patriótica.
JÁ AGORA: Que tal tomar o destino nas nossas mãos, resolver os nossos problemas, traçar o nosso destino e prestarmos o nosso tributo a figuras tão gratas e grandiosas da nossa história (Afonso Henriques, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral…..), conquistando o mundo e abrir um lugar na galeria dos notáveis onde o nome Portugal seja uma marca de sucesso?
